sábado, novembro 24, 2012
deixou
Deixou por dois dias de se perguntar sobre as coisas.sobre o vazio no peito o cansaço das coisas e dos porquês da vida.o porque das coisas que eram que não eram.em dois dias só comeu dormiu e trabalhou.e depois vieram mais dois dias.nunca mais se perguntou porque a dúvida era algo que doía e a mera lembrança da dor é dor também.não queria lembrar.pensou se queria esquecer ou simplesmente não pensar.e percebeu que estava de novo abrindo espaço para a mente adentrar no campo do arredio saindo do neutro.mas neutro era algo bom algo que cabe em tudo algo que serve para tudo.queria uma mente neutralizada menos neurada menos ácida para todas as coisas.Passou a parar de abrir a janela.A ver luz.A achar que existiam noites e recomeços.
segunda-feira, outubro 15, 2012
quarta-feira, outubro 03, 2012
fragilidade.
não sei quando foi que as coisas começaram a se perder de mim
ou me perder delas
não sei se foi com a partida da mão amiga
ou se foi me deparar que não sou adequada para aquilo que mais amo
se foi a chegada da instabilidade do que me fazia digna
ou se foram as acusações e a autocrítica juntas.
Sei que foi tudo ao mesmo tempo.quase.
estou deixando tudo no insuspeito e na entrelinha registrado
Pois a voz da tristeza é maior que a própria.Ela ecoa até nos ouvidos da felicidade
Deixo as situações a sombra da minha metáfora e protegidas pois os cães de caça não precisam seguir meu rastro de fraqueza até aqui.
mas eu preciso chorar.
e como preciso.
Fragilidade é uma condição meio que permanente para os objetos.Não se pode blindar com cobre o delicado vidro de um cálice.Apenas torcer para que ele resista.E se torne valoroso para as futuras gerações que irão usufruir da sua delicadeza resistente doce e muda.E que nessa taça elas possam beber a glória de resistir na inconstância.
Assinar:
Postagens (Atom)