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segunda-feira, julho 07, 2014

A casa.

Porque às vezes não consigo. Ouço não para aprender  a dizer sim.
Arrasto. A vida a circunstâncias, o tênis na brita e meu coração pelas ruas.
E nem sempre dá para esconder. Abafo o terreno em obras.
Mas as batidas do martelo acordam toda vizinhança e eu procuro vigas em que me sustentar
Tremo por não ser concreto.
Quero a paciência do artesão e não a eficácia do mestre de obras
Esculpir-me. Desculpar-me. Perdoar-me.
Sempre é a parte que tem mais entulho pra por no caminhão da mudança interna.
Falta acabamento. Falta acabar-me
Falta cor na vida e nos olhos. Faltam presenças pigmentadas
A alegria só vem depois de profunda terras levantadas com pás de caminhão
Pra tirar minha alma lá debaixo, que ficou afundada na reviravolta em que me enfiei
Escavo. Várias horas todos os dias. Até respirar.
 E tentar drenar com canos pros olhos a mágoa
E aos poucos deixar de ser a casa em eterna ruína.

quarta-feira, abril 03, 2013

perdas

eu devia escrever algo bonito aqui.mas com todas as perdas ocorridas a poesia também se foi.


terça-feira, novembro 22, 2011

Nova era

Tua palavra continua me erguendo bailarina

Sinto um sopro no coração que o faz falhar


A falha é tua presença que não acontece


É tua mão que não está minha

Meus olhos dizem o que minhas mãos escondem

O gesto em súplica pela tua vinda

O encontro é eminente os cheiros se misturam

Teu toque é o novo.A nova era acontecendo dentro de mim

Eu já consigo sentir a respiração voltar ao compasso correto

Você com maestria me faz escorrer por teus dedos

E eu calmamente danço no teu eu em busca de mim.

terça-feira, maio 03, 2011

Tomei para mim as dores do mundo
Ri quando tudo que queria era chorar
Ia e vou sozinha ao desconhecido
Sentei na calçada,cerrei os olhos
Tomei mais um gole de vinho, um copo
Encantei-me com a lucidez ébria
Zerei meus ponteiros saí de mim mesma
Alcancei então o que buscava

quinta-feira, abril 28, 2011

ensolarar

O sobrenatural acontece todos os dias.Sobre (naturalmente) ponho os olhos na tua cor de sol e sinto o dia amanhecer em mim.

quinta-feira, fevereiro 24, 2011

red.

my color is red
the color of passion
the color of blood
the colof of death
around my body all is red.
red like my eyes....in a day of sadness
like the rose in a garden,the rose in a grave.

domingo, julho 18, 2010

divina comédia.

Da fantasia a força me fugiu; o meu desejo e a minha vontade estavam conformes o divino querer,tal como uma roda ,que gira, uniformimente impelida
pelo amor,que move o Sol e as outras estrelas.





imagem arquivada também no relicário.

terça-feira, julho 13, 2010

Carolina

Machado de assis possui poucas coisas escritas sob forma de poema, fruto claro da transição da literatura brasileira ,(que passou muito tempo baseada na poesia e em temáticas voltadas para o romantismo como espelho da tendência européia, especialmente portuguesa) para a prosa e para um estilo mais cético de ver a realidade.Porém por ser um ícone de transição, machado de assis apresenta alguns textos relacionados ainda ao romantismo e a poesia lírica, embora seja conhecido em termos literários como pai do realismo por obras clássicas como quincas borba e dom casmurro.Segue anexo um scan de um desses textos poéticos.Texto arquivado também no relicário.